Já havia escrito apresentações anteriormente, mas foi na época em que eu acreditava que este blog seria quase que exclusivamente sobre programação. Mas tive uma epifania (ou insight) e percebi que a programação é simplesmente um meio. Notei que a maioria dos projetos em que me envolvo são naturalmente relacionados a (ou tem por finalidade) unir minhas paixões: arte e ciência. Por isso não deixarei de falar em programação, visto que é uma ferramenta quase imprescindível para o meu intento, mas provavelmente escreverei mais sobre minhas buscas e descobertas neste âmbito.
Talvez o que realmente me direcionou neste sentido, foi provavelmente o mesmo sentimento ou pensamento, que norteia e norteou ao longo da história, diversos cientistas: que o universo possui, em todos os seus níveis e escalas, isto é, do micro ao macro, uma ordem inacreditavelmente equilibrada e que transcende qualquer noção de organização que ainda possamos vislumbrar. Ou seja, minha maior descoberta, até agora, foi ver que a beleza e elegância não estão presente apenas na arte, na natureza e no universo, mas igualmente, na matemática. E que a arte e o conhecimento não são excludentes, mas complementares. Em outras palavras, quanto mais adquiro conhecimento e percebo melhor esta ordem e equilíbrio, mais belos o universo e a natureza me parecem.
Saindo do âmbito pessoal, não temo afirmar que, possivelmente, essa também tenha sido uma das maiores descobertas da humanidade nos últimos milênios. Desde Pitágora, passando por Newton, Maxwell e Einstein (entre outros), constatou-se, que as melhores explicações dos fenômenos da natureza residiam em fórmulas pequenas, admiravelmente simples e elegantes. Como se o universo tentasse nos mostrar que é elegante não apenas em sua aparência, mas também o é em toda sua essência, incluso em seus mecanismos de manifestação. Esta constatação, foi tão importante, que, ao que consta, baliza as atuais pesquisas científicas, em especial a física. Como exemplo cito a teoria das supercordas, que por mais ousada que pareça, recebeu enorme crédito, justamente por conter em sua formulação uma matemática indiscutivelmente elegante.
Parece que, ao menos por ora, consegui definir melhor as metas deste blog, assim como minhas próprias metas, fazendo com que os leitores entendam uma pouco mais sobre mim e como pretendo preencher esse calhamaço de páginas virtuais, em branco, que vejo diante de mim.
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